Em 2004, dois anos após o anúncio da aquisição da Garoto pela Nestlé, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vetou a fusão alegando que a multinacional suíça ficaria com 58% do faturamento do mercado de chocolates no país, com prejuízo para a concorrência. A Nestlé recorreu à Justiça e, em 2007, obteve vitória em primeira instância, abrindo uma sucessão de disputas nos tribunais. A Nestlé é dona da Garoto, mas, desde o veto, as companhias mantêm operações e administrações separadas. Pelas planilhas da Euromonitor International, a fatia total da Nestlé no mercado brasileiro no ano passado foi de 43%, cabendo 23% às vendas da Garoto. A Hershey’s elevou sua participação de 3% para 4%, entre 2006 a 2015, e a Ferrero ganhou um ponto percentual em igual período, subindo para 3,7 %. Principal concorrente e oposicionista à compra da Garoto pela Nestlé, a americana Mondelez saiu de uma fatia de 33% para 31% em nove anos. Ou seja, mantidas as operações separadas, nem a Garoto e tampouco a Nestlé constituem ameaça à concorrência, muito menos à Mondelez. Apesar desse cenário, todos esses players atuam globalmente e vêm se movimentando para elevar sua participação tanto local quanto mundial. Os mais recentes desdobramentos dão conta que, por exemplo, a Mondelez tentou comprar a operação da Hershey’s em julho passado por US$ 23 bilhões. Controlada da Hershey Co., a marca tem a maior fatia do mercado de chocolate dos EUA, com 45% do total, e cerca de 88% de suas vendas líquidas

 

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