Rally de curta duração

Thomas Hartmann é cacauicultor, analista do mercado internacional de cacau e titular da TH Consultoria e Estudos de Mercado. Confirmando previsão anterior, os sinais de recuperação dos preços do seu ponto baixo no final de julho se concretizaram e a cotação do contrato mais negociado na Bolsa de Nova York voltou a superar US$ 3.100 em meados de agosto. Contudo o “rally” foi de curta duração. Sem que surgissem novos elementos no cenário fundamental, os operadores especulativos, liderados pelos chamados “fundos sistemáticos” (system funds) em Nova York, iniciaram uma nova campanha de vendas que derrubou os preços para abaixo de US$ 2.800. Uma tentativa de recuperação foi ensaiada na segunda quinzena de setembro, mas não conseguiu prosperar e o mês terminou com a cotação do contrato mais negociado fechando em US$ 2.761, igual ao ponto mais baixo dos últimos 18 meses, marcado no início de fevereiro. A persistente pressão das vendas dos fundos especulativos resultou no expressivo aumento da sua exposição vendida. O relatório das posições especulativas na Bolsa de Nova York com data base em 20 de setembro mostrou o “long” líquido menor e o “short” bruto maior desde março de 2013. A Organização Internacional do Cacau (OICC) publicou seu terceiro Relatório Trimestral para a safra de 2015/16 elevando sua previsão de déficit para 212 mil toneladas (t), resultante de uma produção mundial líquida 3.948 mil t e moagens de 4.160 mil t. Apesar desta revisão para cima, a avaliação da OICC ainda está abaixo do consenso do mercado,

 

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