Forte ascensão

Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana Outubro foi caracterizado por uma forte alta de preços no mercado de açúcar “raw” de Nova York. As cotações no período partiram de 48,38 e atingiram 56,11 em centavos R$/lb (que mostram a remuneração ao produtor). Em cets/lb a oscilação foi de 12,17 a 14,52, ou seja, uma alta de 16% e 19,3%, respectivamente. Esse movimento de alta pode ser explicado por alguns fatores, entre os quais se destacam projeções de déficit global crescente na safra mundial 2015-2016, com Índia e Brasil como destaques; a safra brasileira com possível quebra em função de chuvas acima da média na região Centro-Sul e seca no Norte-Nordeste (características do fenômeno El Nino); a safra brasileira com forte viés para o etanol, e preços em níveis relativamente baixos, em um cenário de déficit de oferta, motivando compras. Reforçando esse ambiente, os fundos aumentaram suas posições líquidas compradas no mercado de futuros ao longo do mês. O gráfico a seguir mostra o comportamento dos preços do açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base o primeiro vencimento de março do próximo ano. No caso do açúcar negociado no mercado doméstico – especialmente, no Estado de São Paulo –, os preços seguiram o comportamento do mercado externo e subiram fortemente. Com o dólar em níveis altos e o açúcar no mercado internacional apresentando valorização, a remuneração proporcionada pelo açúcar de exportação apresentou grande atratividade ao produtor brasileiro, determinando um excelente suporte aos preços de mercado interno. Além disso, o andamento da

 

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