Embora cerca de 90% do consumo de pães no Brasil seja suprido pelo produto artesanal, em geral fornecido por padarias, a demanda do tipo industrializado apresenta um crescimento bastante intenso. Pelo radar da ABIMAPI/Euromonitor International, as vendas da categoria no país ocupam a sétima colocação no ranking global liderado pelos Estados Unidos, mesma posição conquistada na ala de bolos industrializados, em mercado no qual o Japão é o número um. Há cinco anos, com consumo na faixa de 2,08 quilos/habitante/ano, o segmento de pães industrializados do país produziu 408 mil toneladas (t), que representaram receita de R$ 2,92 bilhões, captam os registros da entidade. Já no ano passado, mostram os dados, o mercado  cresceu 19%, totalizando receita de R$ 3,8 bilhões, enquanto o compartimento de bolos industriais  faturou R$ 685 milhões, desempenho 14,2% superior ao de 2013. Em ambos os casos, o consumo per capita evoluiu em 2014, fixando-se em 2,297quilos/habitante/ano (2,152 quilos em 2013) para os pães e 0,201 quilo/habitante/ano (0,187 quilo em 2013) para os bolos. No acumulado do último quinquênio, as vendas de pães industriais inflaram 30% em valor, com decréscimo de 12,2% em volume. Já as de bolos cresceram 29,1% em valor com queda de 6% em volume, evidenciando a tendência da oferta de itens de maior valor agregado e o impacto de cinco anos de ascensão do poder aquisitivo de baixa renda. Além do salto no consumo, os números dos pães traduzem uma demanda também movida pela preocupação de adquirir alimentos saudáveis, lights ou integrais,

 

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