Alta na produção, baixa na demanda

Thomas Hartmann
O mercado de cacau prosseguiu na sua trajetória de alta durante o mês de maio, superando o nível de US$ 3.100 pela primeira vez desde outubro, época em que o “pânico” da epidemia do Ebola na África Ocidental havia inflado os preços. A alta continuou sendo promovida pelas compras dos fundos especulativos, que nas quatro semanas entre 28/04 e 26/05, data do último relatório, aumentaram sua posição comprada em mais de 40.000 contratos. A ação dos especuladores foi motivada por notícias altistas no cenário fundamental, notadamente a confirmação da quebra da safra de cacau de Gana, que em vez das 850 mil toneladas (t) originalmente projetadas poderá cair para menos de 700 mil t, e as previsões dos institutos meteorológicos que o fenômeno climático El Niño será de alta intensidade este ano e, na estimativa de uma fonte da Organização Internacional do Cacau (OICC), poderá ter um impacto negativo de 2,4% sobre a produção mundial da safra 2015/2016. O último boletim trimestral da entidade, publicado no final de maio, aumentou a previsão do déficit da corrente safra internacional (outubro/2014 a setembro/2015) para 38 mil t, resultante da produção mundial líquida estimada em 4.126 mil t, 4,3% abaixo das 4.312 mil t da safra 2013/14 e das moagens mundiais avaliadas em 4.164 mil t, 2,7% menos que as 4.281 mil t da temporada anterior. A OICC ainda não publicou uma previsão para a próxima safra de 2015/2016, mas o consenso do mercado está em torno de um déficit de 40.000 t.

 

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