Com a produção e a demanda mergulhadas em fogo brando, o setor nacional de confeitos (confectionery) sai à caça de oportunidades para tentar equilibrar os investimentos feitos em expansão de capacidade no período em que o país ainda crescia. Essa busca se intensificou em torno da palavra inovação, hoje em dia o mais procurado ingrediente dos desenvolvimentos engendrados nas incubadoras de fábrica. Com tacadas sempre nessa direção a indústria de chocolates e candies vem marcando tentos pontuais, como capta o balanço do setor da presente edição. Um dos pontos em comum entre as sacadas positivas é o enquadramento das linhas às tendências de consumo em voga na cena global. O aguçamento da curiosidade nacional por produtos mais saudáveis, por exemplo, vem estimulando a expansão de nichos, como o de variantes de guloseimas funcionais e orgânicas. A propósito dessas vertentes, a 45.ª edição da mostra alemã ISM, maior vitrine global do setor de confectionery, promovida em fevereiro passado em Colônia (Alemanha), colocou em relevo novidades que, no conjunto, expressam a formação das tendências mais vanguardistas, a exemplo de apostas desdobradas justamente da onda de saúde e bem-estar. Ainda mais radicais, tarjas emprestadas de alimentos especiais, como organic food, gluten free, veggie (vegetariano ou vegano) e low lactose/fructose, tingiram as embalagens de confeitos e guloseimas em exibição na mostra. Transposta para a arena local, uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor realizado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com as consultorias Nielsen e a Kantar Worldpanel captou que alimentos saudáveis

 

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