À espera de investimentos

Com perspectiva de estabilidade, a indústria torce por um novo ciclo de desenvolvimento

A recessão acentuada nos últimos exercícios levou a indústria nacional de máquinas a acolher com reservas qualquer previsão de alta. No início de 2017, no entanto, com o encaminhamento de reformas para equacionamento do déficit fiscal e ainda sem o impacto das delações e seus desdobramentos no âmbito da operação Lava Jato, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) arriscou uma estimativa em torno de 5% de alta na receita líquida do setor para o ano. Apoiada em uma visão mais otimista do mercado de bens de capital, que estendia o mesmo crescimento para o consumo aparente (vendas internas e importações), esse prognóstico vinha acompanhado da justificativa de que não era um sinal de retomada. Em termos de receita, compara a Abimaq, a indústria de máquinas é hoje 50% do que foi em 2013, e uma expansão dessa ordem não reporia a profunda queda dos últimos anos. Mas o que se seguiu foi o aprofundamento de uma crise política, que atingiu em cheio os prognósticos econômicos, afastando qualquer possibilidade de resultado mais otimista nos diversos setores da produção. Refazendo os cálculos, a Abimaq estimou uma queda entre 2% e 5% na receita líquida do setor de bens de capital para 2017. O índice não levou em conta a queda acumulada de 5,6% no faturamento geral até julho passado, sinalizando que a receita líquida, na média, ainda precisaria crescer nos meses seguintes para o desempenho da indústria ficar dentro do projetado. Com a consolidação dos indicadores referentes ao

 

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