Volatilidade prevalece

Thomas Hartmann
Como havíamos previsto em novembro, os preços do cacau evoluíram para o lado durante todo mês de dezembro e a primeira metade de janeiro. As cotações do mês mais negociado na Bolsa de Nova York gravitaram dentro de uma faixa relativamente estreita, em torno de US$ 2,900, limitadas do lado de baixo pelo nível de US$ 2,850 e recuando cada vez que se aproximavam a US$ 3,000. O mercado estava no aguardo da divulgação das moagens mundiais do quarto trimestre de 2014 e da definição das perspectivas do desempenho das safras africanas. As moagens começaram a ser publicadas a partir de meados de janeiro e todas vieram abaixo das expectativas. A Europa sofreu uma queda de 7,42% em comparação com o quarto trimestre de 2013, superior às previsões de 2-5%, e a América do Norte, onde se havia esperado um modesto aumento, também registrou 1,95% negativo. O desempenho pior foi da Ásia, cujo volume despencou 17,16%, e o Brasil não fugiu à regra com uma diminuição de 9,54%. No cômputo geral, a queda das moagens de todos esses países, que representam cerca de dois terços do total mundial, chegou a 9% e intensificou o sentimento pessimista com relação ao consumo. Ao mesmo tempo, as entradas semanais de cacau da Costa do Marfim mantinham volumes robustos, aproximando-se ao desempenho recorde histórico da safra anterior e alimentando as previsões que a atual safra terminaria novamente com superávit. O cenário fundamental fortemente baixista resultante da conjunção destes fatores –  negativos para o consumo

 

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