Volatilidade mantida

Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana O mercado internacional de açúcar apresentou grande volatilidade de preços no período de junho e julho. Entre os diversos fatores que conduziram a esse cenário sobressaem, do lado da alta, as previsões de déficit no mercado global de açúcar, a desvalorização do dólar e as chuvas no  Centro-Sul do Brasil, ocorridas na primeira quinzena de junho, comprometendo o bom andamento da moagem. Para complicar o quadro se acentuaram as preocupações com a possibilidade da ocorrência de gargalos nos portos brasileiros. Do lado da baixa, concorreram para a volatilidade a regularização da moagem na maior região produtora do país , a partir da segunda quinzena de junho e, consequentemente, a retomada da produção em ritmo acelerado. Também contribuíram para essa conjuntura a posição líquida comprada elevada dos fundos e as boas chuvas nas principais regiões do mundo açucareiro. O gráfico a seguir mostra o comportamento dos preços do açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base o 1º vencimento. No caso do açúcar negociado no mercado doméstico – Estado de São Paulo –, os preços iniciaram a safra 2016/17 relativamente firmes, visto que os estoques do produto eram relativamente reduzidos, e a pressão de oferta, para atender às necessidades de caixa, foi concentrada no etanol. Nesse ambiente as cotações de açúcar permaneceram em ligeira alta até o inicio de julho, quando iniciaram um movimento de queda, “pegando carona” no recuo apresentado no mercado internacional. Ou seja, ao longo desse mês a pressão de oferta predominou na

 

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