Um ano complicado

Patinando em terreno da estabilidade, o setor de confectionery sente os impactos da crise

O ano de 2015 aprofundou o quadro de produção e demanda em fogo brando que já vinha refogando o setor nacional de confeitos (confectionery). O ambiente claustrofóbico fez a indústria sair desesperadamente à caça de oportunidades para tentar equilibrar os investimentos feitos em aumentos de capacidade no período em que o país ainda crescia. A busca de inovação se tornou praxe e também o ingrediente mais procurado nos desenvolvimentos. Com projetos nessa direção a indústria de chocolates e candies conseguiu marcar tentos pontuais. Uma das tacadas em comum entre os lances positivos foi o enquadramento das linhas às tendências de consumo predominantes na cena global. O aguçamento da curiosidade nacional por produtos mais saudáveis, por exemplo, estimulou a expansão de nichos, como o de variantes de guloseimas funcionais e orgânicas. Com relação a essas frentes, a feira de doces alemã ISM, maior vitrine global do setor de confectionery, promovida no início de 2015 em Colônia (Alemanha), inseriu novidades que, no conjunto, expressam a adoção das tendências vanguardistas, a exemplo de apostas desdobradas da onda de saúde e bem-estar. Ainda mais radicais, tarjas emprestadas de alimentos especiais, como organic food, gluten free, veggie (vegetariano ou vegano) e low lactose/fructose, tingiram as embalagens de confeitos e guloseimas em exibição na mostra. Transposta para a arena local, uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor realizado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) em parceria com as consultorias Nielsen e Kantar Worldpanel revelou que alimentos saudáveis crescem acima da média e um em cada três

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório
COMPARTILHAR
Matéria anteriorPara comer com os olhos
Próxima matériaEle tem o preço