Todos querem menos

O desafio da indústria para reduzir os teores de açúcar e calorias em confeitos e guloseimas

Luis Fernandez*
Luis Fernandez* Durante as duas últimas décadas, os hábitos de consumo e as preferências no campo de alimentos e bebidas mudaram significativamente. Uma das tendências mais fortes na cena atual aponta para o consumo informado. Isso significa que os consumidores querem informação sobre o alimento e a bebida que compram. Querem fazer escolhas esclarecidas e condizentes com seus valores e objetivos de saúde. Em todo o mundo, a redução no consumo de açúcar e menor ingestão total de calorias são prioridades. Segundo uma pesquisa online conduzida pela Tate & Lyle com 7.200 entrevistados de nove países (EUA, México, Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia, China e Japão), quase 55% dos consumidores dizem que estão tentando consumir menos açúcar. E cerca de 42% dizem que estão tentando consumir menos calorias. Como resultado, o número total de alegações de baixa ou zero caloria, e de baixo ou zero açúcar nos alimentos e bebidas subiu 87% desde 2010. (¹) Além disso, muitos países têm aplicado impostos e novas exigências de rotulação para os fabricantes de alimentos e bebidas. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige que os alimentos e bebidas industrializados informem a quantidade, por porção, de elementos como sódio, gorduras saturadas e gorduras trans, baseados em uma alimentação de 2 mil quilocalorias/dia. Inexiste, no entanto, a obrigação de apontar de modo explícito a quantia total de açúcares, mas a maioria dos fabricantes já vem, naturalmente, se alinhando a esse interesse por parte do consumidor, com informações mais completas nas

 

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