Quem ganha é o consumidor

Demanda por linhas premium e itens de maior valor garantem o crescimento do setor de biscoitos

A melhora na renda e ascensão da classe C produziram um efeito quase generalizado no mercado de consumo. Subitamente com maior poder aquisitivo esse contingente passou também a comprar mais e melhor, gerando em certos setores o fenômeno da premiunização. É assim que a indústria de biscoitos justifica a projeção de crescimento de 3% para o exercício em curso. “Embora a indústria em geral deva enfrentar uma leve queda, o nosso segmento cresce por conta da demanda de produtos de maior valor agregado, tendência que deve se manter”, considera Alexandre Colombo, presidente da Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos (Anib). Com base em pesquisas sobre comportamento, ele pondera que o consumidor, mesmo um pouco mais endividado, não irá abrir mão de hábitos adquiridos nos últimos tempos, devendo manter a compra de produtos premium. “Já em faturamento, o crescimento deve ser entre 5% e 7% e, para 2015,  ainda é muito cedo para pensar em projeções”, enfatiza o dirigente. Levantamento da Anib mostra que, em 2013, a produção brasileira de biscoitos totalizou 1,271 milhão de toneladas (t), volume equivalente a um faturamento (fábrica) de R$ 7,91 bilhões, cravando leve alta de 1,7% em volume e avanço em torno de 12,7% em receita, em relação ao período anterior. Na ponta do varejo, o setor mostra uma performance ainda mais expressiva. Pelo pente-fino da Euromonitor International, as vendas da categoria no ano passado alcançaram US$ 8,4 bilhões, cravando a surpreendente alta de 16,5% frente ao resultado anterior. Pelas projeções da consultoria, o varejo

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório
COMPARTILHAR
Matéria anteriorGosto de quero mais
Próxima matériaDomínio da especulação