Oferta estimulada

Ronaldo Lima Santana
Novembro mostrou preços relativamente estáveis e, ao mesmo tempo, com alguma volatilidade no mercado de futuros da Bolsa de Nova York. As cotações do açúcar oscilaram em um intervalo de 16,50 cents/lb e 15,50 cents/lb. Dentre os fatores que influenciaram nos momentos de baixa nos preços inserem-se à valorização do dólar frente ao real, tornando a exportação do açúcar brasileira mais atraente, e a queda de preços do petróleo. Esse fator, por sua vez, sugere menor competitividade do etanol brasileiro frente à gasolina e, como decorrência, tende a estimular a oferta do açúcar. Por outro lado, os momentos de alta nos preços foram consequência da quebra da safra brasileira no Centro-Sul e de estimativas sinalizando um menor superávit mundial de açúcar na safra 2014/2015, com déficit na safra 2015/2016. Além disso, os fundos de investimento iniciaram o mês com posição liquida vendida em açúcar, mas encerraram o período com posição liquida comprada. O gráfico a seguir mostra o comportamento dos preços do açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base o vencimento de março/15. Novembro foi também mais um mês em que os preços do açúcar negociados no mercado doméstico – principalmente, no estado de São Paulo – apresentaram um descolamento do mercado de futuros de Nova York. Podemos ver nos gráficos uma maior volatilidade de preços na bolsa americana, enquanto em São Paulo a curva de preços se mostrou ascendente ao longo do mês. A combinação da proximidade do final antecipado da safra no Centro-Sul, assim como

 

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