O que os olhos veem

Anvisa e entidades discutem modelo de rotulagem para alimentos

O Brasil não tem definido um modelo para rotulagem de alimentos, guloseimas e candies inclusos, que satisfaça as atuais demandas sanitárias. Mas com a pressão de entidades e consumidores, cada vez mais atentos às informações nutricionais, descobertas científicas, tendências alimentares e alertas da medicina, essa realidade tende a mudar. Ainda neste ano, representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de associações da indústria e de consumidores se reúnem para discutir o tema. O mais provável é que a Anvisa abra uma consulta pública para a regulação no início de 2018 e defina um novo modelo no decorrer do próximo ano. Klotz, da Abia: rotulagem tem que ser fácil e inteligível. As regras vigentes para a rotulagem de alimentos embalados foram implementadas no país há mais de dez anos. Elas, no entanto, não acompanharam a acelerada mudança no padrão de alimentação e na oferta de itens industrializados. Ao mesmo tempo, houve piora na saúde dos brasileiros, associada à inadequação nutricional. Dados do Ministério da Saúde (MS) indicam que, entre 2006 e 2016, o percentual de obesos no país passou de 11,8% para 18,9%. A obesidade, considera o ministério, seria um dos causadores do aumento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. O diagnóstico de diabetes avançou de 5,5% em 2006 para 8,9% em dez anos, e o de hipertensão subiu de 22,5% para 25,7 %, no mesmo período. Para o MS, eventuais mudanças na alimentação, aliadas à prática de atividades físicas, irão contribuir para melhorar esse quadro. Desde 2014, a

 

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