O pior já passou

Depois de dois anos seguidos de retração, mercado de confectionery volta a pulsar

Dois anos seguidos de recessão acabaram impactando a trajetória da indústria brasileira de chocolates, biscoitos e confeitos (confectionery) em pleno voo de cruzeiro. Apesar das manobras para segurar metas de produção e vendas, o setor precisou redimensionar a oferta em função da retração na demanda, registrando uma desaceleração que atravessou 2015 e 2016 até a primeira metade de 2017, quando o mercado voltou a sinalizar pulso. Com PIB (Produto Interno Bruto) na faixa de -3% nesse período, o desempenho do setor nacional de confectionery sucumbiu às previsões de baixa. Alguns nichos pontuais, no entanto, alcançaram e mantiveram um certo avanço. Entre os exemplos, incluem-se os segmentos de chocolates, biscoitos e candies especiais, funcionais ou de apelo indulgente, de maior valor e preço final, desdobrados das macrotendências globais de nutrição e alimentos. O consumo viabilizado pela melhora no poder aquisitivo, fruto da política econômica implementada em duas décadas, seguiu sendo o principal combustível da demanda de chocolates e candies até se exaurir com o aprofundamento da recessão. Com produção e vendas declinantes em 2014 e 2015, o setor de confectionery não conseguiu estabilizar a demanda geral no exercício seguinte, consolidando a queda com o índice mais baixo dos últimos cinco anos, à exceção da ala de balas e candies que cravou variação positiva de 1,3% em 2016 em relação ao exercício anterior. Um sopro favorável bafejou o primeiro semestre de 2017, com variação positiva (8,8%) no consumo aparente de chocolates e avanço (8,1%) nas exportações de candies, confirmam os dados da

 

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