O lado B da Páscoa

Produção artesanal de chocolate puxa avanço na Duas Rodas

Henriques, da Duas Rodas: otimismo muitomaior na campanha atual. Símbolo do consumo de autoindulgência, o chocolate é um dos últimos itens da lista de compras supérfluas a serem cortados em caso de crise. Por uma singularidade do mercado brasileiro, o produto é hoje visto também como alternativa ao desemprego, desde que consumidores aderiram à sua utilização como insumo para produção artesanal em complementação à renda doméstica. E o período em que essa atividade tradicionalmente se intensifica é o da Páscoa. Acompanhando a estabilização na produção e demanda dos últimos anos, a comemoração em 2017 também perdeu força. Segundo a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), foram produzidos no ano passado cerca de 9 mil toneladas de chocolate, o que equivale a 36 milhões de ovos. Pelas planilhas da Euromonitor International, que audita o varejo da categoria, esse volume bateu em 9,3 mil toneladas, equivalentes a vendas de R$ 1,198 bilhão. Apesar do desempenho abaixo do esperado, ao menos a indústria que fornece chocolate para transformação esfrega as mãos, na expectativa ao menos repetir a última campanha. “Na comparação da Páscoa atual com a do ano passado, há muito mais otimismo, pois a nossa economia começa a mostrar uma reação”, exulta Marco Paulo Pereira Henriques, gerente de marketing da Duas Rodas, supridora do chocolate fornecido em barras grandes para transformação em confeitos, ovos e figuras de Páscoa. Na entrevista a seguir, ele analisa o cenário atual e as perspectivas par a campanha deste ano. DR

 

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