O contínuo movimento de baixa

Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana O mercado internacional de açúcar apresentou forte queda de preços no período de maio e junho. Em reais por tonelada (R$/t), índice que remunera o produtor brasileiro, a oscilação de preços variou de R$ 909,00/t a R$1.195,00/t no período. Na referência internacional, de centavos de dólar por libra-peso (cents/lb), a variação oscilou entre a mínima de 12,55 cents/lb à máxima de 16,51 cents/lb. Os níveis atuais de preços já se encontram abaixo da estimativa dos custos do VHP-FOB estivado no Centro-Sul para a safra 2017/18, que é de R$ 1051,00/t. De uma forma geral, os fundamentos de mercado que deram sustentação a esse movimento de queda estão, em resumo, associados às perspectivas crescentes de superávit global para a safra 2017/18, bem como à alta do dólar e ao corte nos preços dos combustíveis pela Petrobrás, situação que afeta a competitividade do etanol frente a gasolina e desestimula a sua produção, com a potencial produção maior de açúcar. A redução das posições líquidas compradas pelos fundos também contribuiu fortemente para o movimento de baixa de preços no mercado de açúcar.  No período maio/junho as posições líquidas foram de 52.000 lotes comprados para 37.000 lotes vendidos. Ou seja, uma pressão vendedora de 89.000 lotes no mercado de futuros da Bolsa de Nova York. O gráfico abaixo mostra o comportamento dos preços do açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base o 1º vencimento. No caso do açúcar negociado no mercado doméstico ( Estado de São Paulo) ao longo

 

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