O consumo mudou

Com volume menor, a receita da indústria cresce com itens de baixo desembolso e saudabilidade

Indústria de biscoitos: faturamento 3,9% maior, com volume de vendas 2,7% menor.
Mudanças recentes nos hábitos de consumo promoveram uma reviravolta nas vendas de alimentos, com reflexos diretos em categorias de guloseimas como biscoitos. As transformações nas atitudes dos consumidores também impactaram os canais de distribuição, com a valorização do formato de atacarejo e o aumento na oferta de produtos saudáveis. Por outro lado, o freio na compra por impulso, a multiplicação de marcas próprias e a retração em setores consolidados, como o de food service, inserido no corte do orçamento para entretenimento, patrocinaram o resgate das marmitas e a reabilitação da comida de rua pelo contingente formado por quem não encontra colocação formal. Com esse cenário como pano e fundo, o faturamento das indústrias de biscoitos cresceu 3,9%, atingindo a marca dos R$ 21,853 bilhões em 2016, repassa a a Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados). Pelas planilhas da entidade, refletindo a performance de todo o setor, a categoria acusou redução de 2,7% no volume de vendas – com a colocação de, aproximadamente, 1,7 milhão de toneladas – e retração também do consumo per capita, que caiu de 8,5 para 8,2 quilos/habitante/ano (ver quadro à pág. 15). “Os dados refletem o comportamento do consumidor que, diante da crise econômica enfrentada no país, diminuiu sua frequência de compras, mas não retirou da cesta os produtos básicos para o dia a dia, como rosquinhas e biscoitos do tipo Maria/Maisena”, analisa Cláudio Zanão, presidente da Abimapi. Segundo ele, essas duas modalidades de biscoitos, inclusive, foram os principais

 

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