Não tem lógica

Estagnado, mas ainda consistente em volume e valor, o consumo brasileiro de chocolate traduz muitos significados. Além de símbolo da indulgência ou autoindulgência, tido como último recurso a ser cortado em caso de crise, por conta do relativo baixo desembolso, é visto também como alternativa ao desemprego, desde quando consumidores aprenderam a manipular a massa e fazer trufas e bombons para vender e complementar a renda doméstica. E a data em que essas facetas tradicionalmente convergem é a Páscoa, tema da reportagem de capa desta edição. Acompanhando a estabilização na produção e demanda dos últimos anos, a comemoração também vem perdendo força. Tanto que, para tentar sacudir a imobilidade, o setor chocolateiro nacional segurou parte dos aumentos de insumos e reajustou os ovos de chocolate em índices abaixo da inflação, além de diminuir tamanhos e baratear as apresentações. Escaldada pela performance da última campanha, em que as vendas de chocolate tiveram  um dos seus piores desempenhos, a indústria decidiu reagir preventivamente, renegociando estoques e margens. Segundo a Serasa Experian, que acionou seu indicador de atividade do comércio há oito anos e passou a medir as vendas na data, o giro na Páscoa do ano passado cravou avanço de modestos 3,2% em todo o país. Na cidade de São Paulo, maior centro de consumo, as vendas realizadas na semana pascal caíram 3,7% em relação à mesma semana do ano anterior. Com menos dinheiro no bolso em virtude da inflação alta nos primeiros meses do ano, os consumidores deixaram para comprar seus

 

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