Imprevisibilidade à vista

Thomas Hartmann
A previsão de volatilidade do mercado de cacau, publicada em meados de fevereiro, confirmou-se. Nos dois meses e meio desde então os preços do contrato mais negociado na Bolsa de Nova York chegaram a superar o marco de US$ 3,000, despencaram em seguida para US$ 2,700, aproximando-se ao ponto baixo do início de fevereiro, e avançaram novamente para fechar em US$ 2,943, no último dia de abril. A alta inicial foi obra da ação especulativa em reação a rumores que as safras dos dois grandes produtores africanos, Costa do Marfim e Gana, poderiam enfrentar dificuldades. Sem a confirmação desses rumores, o quadro fundamental baixista voltou a predominar e os preços entraram em declínio sob a pressão combinada de vendas das próprias origens africanas e dos fundos especulativos, amplificada pela alta do dólar e a consequente baixa das commodities em geral. Entretanto, ao cair para o patamar de US$ 2,700, o mercado encontrou bom suporte de interesse comprador de ampla base e reverteu a tendência. O novo movimento de alta foi estimulado pelos primeiros sinais que a demanda mundial por cacau poderia começar a se recuperar e pelo ressurgimento dos rumores de uma quebra substancial da safra de Gana. Nem mesmo a redução das moagens dos principais processadores no primeiro trimestre de 2015 chegou a interromper o movimento, já que duas das importantes regiões consumidoras apresentaram quedas menores que esperado, fato que foi interpretado de forma positiva pelo mercado. As moagens da Europa, cuja queda era esperada na faixa de 4-7%,

 

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