Gosto de quero mais

Baixo crescimento da economia e inflação em alta não inibem investimentos na produção de chocolate

Se já não fosse um alento em meio à desaceleração geral na economia, o boom na demanda de chocolate no Brasil fez com que a receita do setor no varejo dobrasse em cinco anos. Varredura da Euromonitor International capta que, em 2008, as vendas da categoria somavam em torno de US$ 3,5 bilhões. Num salto para 2013, elas passaram para US$ 6,5 bilhões e, segundo projeções da consultoria, devem alcançar US$ 10,5 bilhões até 2018 (ver quadro à pág. 20). O avanço condiz com a movimentação na ponta da produção. O mais recente desdobramento nessa direção parte do grupo belga Puratos, presente no país desde 1986 com linhas para panificação e confeitaria. Apesar da fama de sua grife Belcolade na cena chocolateira mundial, ela só deslanchou na categoria no país em 2010 com uma parceria na produção de cobertura (chocolate industrial) em Linhares (ES), além das importações. Atenta à demanda sempre crescente, investiu R$ 60 milhões em uma planta industrial, em operação comercial desde o início de outubro em Guarulhos (SP). “Instalamos a fábrica a dez quilômetros da sede da companhia para integrar as operações de panificação, confeitaria e chocolate, obter sinergias e ter maior controle sobre o processo produtivo”, argumenta Carlos Augusto Roza, gerente geral da unidade de chocolates. Além disso, considera ele, a Puratos ganha agilidade para atender demandas latentes no mercado e flexibilização no portfólio,  de acordo com as necessidades dos clientes. Com capacidade inicial de 15.000 toneladas anuais e primeira expansão já prevista para 2018, a

 

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