Faltou olhar o consumidor

Adesignação de chocolate no Brasil é, desde 2005, regulamentada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e estabelece que só pode ser aplicada a  “produto obtido a partir da mistura de derivados de cacau (Theobroma cacao L.), massa (pasta ou liquor) de cacau, cacau em pó e/ou manteiga de cacau, com outros ingredientes, mas com no mínimo 25% (g/100g) de sólidos totais de cacau, podendo apresentar recheio, cobertura, formato e consistência variados”. Uma regra anterior, de 1978, exigia um percentual de 32%, mas foram os 25% que prevaleceram na legislação baixada pela Anvisa em 2005. Agora, um projeto de lei da senadora Lídice da Matta (PSB-BA), que tramita no Senado, propõe que o chocolate brasileiro volte a ter pelo menos 32% de cacau para “poder disputar, em igualdade, o mercado internacional junto com outros países da América Latina”. Segundo a senadora, a maior parte do chocolate produzido no Brasil é “milk chocolate” ou do tipo ao leite. Os produtos têm 25% de sólidos de cacau, contra os 32% a que ela propõe. O percentual foi reduzido por conta da vassoura de bruxa, praga que dizimou os cacaueiros do Sul da Bahia entre 1991 e 2000. No período, o Brasil teve sua produção anual reduzida e a sua participação no mercado internacional caiu de 14,8% para 4%. Mas hoje, entende a senadora, a realidade é outra e o cacau brasileiro pode se posicionar de maneira forte no mercado mundial. Já os produtores de cacau querem aumentar ainda mais, para 35%, o

 

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