Domínio da especulação

Thomas Hartmann
O mercado de cacau comprovou mais uma vez sua fama de imprevisibilidade e volatilidade ao viver em setembro um dos meses mais agitados dos últimos três anos. Começou com uma queda praticamente ininterrupta, que derrubou a cotação do contrato de dezembro/2014 na Bolsa de Nova York (no fatídico 11/09) para US$3028, nível mais baixo desde maio. Houve um breve período de consolidação até 16/09, seguido por um avanço explosivo, que fez a cotação aproximar-se de US$3400, mas a alta não conseguiu sustentar-se e sofreu queda violenta no primeiro dia de outubro. O declínio dos preços nos primeiros onze dias do mês foi uma reação normal à conjuntura fundamental que continuava assumindo feições cada vez mais baixistas. As entradas de cacau nos portos da Costa do Marfim mantinham volumes elevados e embora Gana não publicasse números oficiais, fontes informais também reportavam produção abundante. O novo boletim trimestral da Organização Internacional do Cacau (OICC) reverteu sua previsão do resultado da corrente safra 2013/2014 de um déficit de 75.000 toneladas (t), indicado no boletim anterior, para um superávit de 40.000 t, reafirmando assim as previsões dos analistas privados que já vinham preconizando um excesso de oferta, inclusive de tamanho maior que a avaliação da OICC. Ao mesmo tempo, as notícias a respeito do clima em quase todos os países produtores seguiam favoráveis, dando respaldo às expectativas que a próxima safra de 2014/2015 também poderia produzir um superávit, enquanto persistiam os relatos de uma retração da demanda em reação aos preços elevados. A alta

 

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