Desestímulo à oferta

cana de açúcar
Ronaldo Lima Santana Em abril, o mercado internacional de açúcar oscilou em um intervalo de preços que variou de 10,86 cents/lb a 12,52 cents/lb. A questão do excedente mundial de açúcar seguiu pressionando as cotações. E, em seu pior momento, os preços romperam o patamar de 11 cents/lb e de 850 R$/t, níveis de preços considerados muito baixos, que desestimulam a oferta do produto. Os fundos permaneceram com suas posições líquidas vendidas ao longo do mês no Mercado de Futuros de Nova York. O gráfico a seguir mostra o comportamento dos preços do açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base o 1º vencimento. No caso do açúcar negociado no mercado doméstico (Estado de São Paulo) ao longo do mês, os preços, apesar de permanecerem em níveis baixos, apresentaram-se um pouco mais firmes. O claro viés da safra 2018/19 mais alcooleira, no Centro-Sul, e a possibilidade de se fazer caixa com o etanol contribuíram para um ambiente de preços mais firmes. Observou-se uma amplitude grande entre os preços, sendo que o açúcar de melhor qualidade (150 de cor) se apresentou com menor disponibilidade neste primeiro mês de safra no Centro-Sul, enquanto o açúcar de qualidade inferior apresentou uma maior pressão de oferta. O desconto médio de preços para açúcar de qualidade inferior (cor até 250), em São Paulo, representado pelo índice JOB Economia, sobre o açúcar de melhor qualidade (cor entre 130-180), representado pelo Índice Esalq, variou no mês (abril) da safra atual (2018/19) entre 10,5% e 12,1%.

 

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