Conjuntura volátil e indefinida

Thomas Hartmann
A tendência de alta iniciada na segunda quinzena de julho teve prosseguimento em agosto. O contrato de dezembro/2014, que passou a ser a base de referência, registrou ganhos de US$ 200 entre o início do movimento em 17 de julho e seu ponto mais alto em 18 de agosto, quando fechou cotado a US$ 3,260, valor não visto desde maio de 2011. Os preços cederam ligeiramente nas duas últimas semanas de agosto e assumiram feições de consolidação, mas permaneceram acima do importante nível psicológico de US$ 3,200. O avanço continuou sendo alimentado pelos fundos especulativos, que somaram mais quase 10.000 contratos à sua posição comprada líquida de 136.800 contratos em julho. Enquanto isso, o cenário fundamental tornou-se cada vez mais baixista. As entradas de cacau na Costa do Marfim chegaram a 1.732.000 toneladas (t) na semana terminada em 24 de agosto e já se tem como certo que sua safra alcançará o total de 1.800.000 t – como também que a safra mundial de 2013/2014 terminará com superávit. Quanto à safra de 2014/2015, um clima favorável prevalece na maioria dos países produtores, o advento de um fenômeno El Niño de maior intensidade já está descartado e os altos preços pagos aos produtores estimulam a melhoria dos tratos de cultivo das plantações. Embora as previsões ainda apontem um déficit para esta safra, seu tamanho vem sendo sucessivamente revisto para baixo. Em contraste com isso, as perspectivas da expansão da demanda tornam-se cada vez piores. A queda do ratio combinado dos produtos

 

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