Alta persistente

Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana
Ronaldo Lima Santana O mercado internacional de açúcar segue apresentando tendência de alta desde o início da safra 2016/17, em abril último, no Centro-Sul do país. A sustentação desse movimento altista parte de diversos fatores, entre os quais sobressaem as previsões crescentes de déficit no mercado global de açúcar, a desvalorização do dólar e os preços do petróleo ainda em recuperação. Também as chuvas no Centro-Sul ocorridas em maio, segundo mês da safra, comprometeram o bom andamento da moagem. Outro fator que pesou nesse cenário foi a possibilidade da ocorrência de gargalos nos portos brasileiros, visto que, além da perspectiva do Brasil exportar mais açúcar na presente safra, os embarques previstos de grãos também são elevados. O gráfico abaixo mostra o comportamento dos preços do açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base o 1º vencimento. No caso do açúcar negociado no mercado doméstico – Estado de São Paulo -, os preços iniciaram a safra 2016/17 com preços relativamente firmes, uma vez que os estoques do produto eram relativamente reduzidos, e a pressão de oferta, para atender às necessidades de caixa, foi concentrada no etanol. Com a perspectiva de exportação maior de açúcar nessa safra, já que muitas unidades produtoras vêm aproveitando os bons preços oferecidos pelo mercado externo, o insumo não tem sentido pressão de oferta no mercado interno, fato que geralmente ocorre em inicio de safra. Com isso, os preços apresentaram relativa estabilidade no período de abril a maio. Na primeira semana de junho, após uma

 

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