Alta crocância

Melhora na renda e ascensão da classe C recolocam o setor na trilha do crescimento

Ainda distante de todo seu potencial, o consumo per capita de biscoitos no Brasil pulou, ao longo da última década, de 3,8 quilos/habitante/ano para os atuais 6,3 quilos. No varejo da categoria, o comportamento dos últimos anos demonstra que o mercado de biscoitos acusa crescimento satisfatório, tanto em valores como em volume, mas vem emitindo sinais de retenção no consumo e queda no preço médio unitário, face ao avanço de novas marcas e forte concorrência em preços. Foi a melhora na renda e ascensão da classe C que produziram um efeito quase generalizado no consumo da categoria. Com maior poder aquisitivo, esse contingente passou a comprar mais e melhor, gerando em certos setores o fenômeno da premiunização. É assim que a indústria de biscoitos justifica a projeção de crescimento de 3% na produção e de 5% a 7% no faturamento para 2014. Embora a indústria em geral deva enfrentar uma leve queda, o segmento cresce por conta da demanda de produtos de maior valor agregado, tendência que deve se manter no próximo exercício. Em 2013, a oferta nacional de biscoitos assinalou avanço de 1,7% em relação ao período anterior, totalizando 1,271 milhão de toneladas, captam as planilhas da Abimapi  – Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados. Além da migração do consumo para produtos de maior valor agregado, houve também a pressão dos custos sobre os produtos, a exemplo da farinha de trigo. Considerando que esse insumo representa aproximadamente 40% da composição dos biscoitos

 

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