Alta à vista

Ronaldo Lima Santana é sócio-gerente da JOB Economia e Planejamento O mercado internacional de açúcar apresentou forte elevação de preços no período de agosto a setembro. Em centavos de reais por libra-peso (cents-R$/lb), que remunera o produtor brasileiro, a alta foi de 16,2% no período. Já em cents/lb o aumento foi de 14,4%. A sustentação do movimento de alta se deu, basicamente, em função das expectativas do mercado de uma segunda quebra da safra mundial em 2016/17, com a consequente redução de estoques. Nesse ambiente, a remuneração ao produtor brasileiro em cents-R$/lb atingiu um recorde dos últimos dez anos, fato este que trouxe impacto direto nos preços do mercado interno. Reforçando esse cenário de alta de preços, os fundos “carregam”, no mercado de futuros da Bolsa de Nova York, uma posição liquida comprada elevada, também um recorde nos últimos seis anos. O gráfico seguinte mostra o comportamento dos preços do açúcar demerara na Bolsa de Nova York, tomando como base o 1º vencimento. No caso do açúcar negociado no mercado doméstico – Estado de São Paulo –, os preços acompanharam o movimento de alta registrado no mercado internacional e apresentaram forte elevação, batendo em 16,7%, no período de agosto a setembro. Com relação ao andamento da safra, no Centro-Sul, maior região produtora do país, está sendo mantido um melhor desempenho de moagem de cana, com destaque para a elevada produção de açúcar. No caso do etanol, a produção total vem igualando a do mesmo período da safra passada. Para ambos

 

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