A onda que se espalha

Volumes cada vez mais baixos e receita em trajetória de alta dimensionam o negócio de gomas de mascar no Brasil

Gomas de mascar mercado acentua tendência de queda em volume e alta em valor.
Decrescente em volume e ascendente em valor, a curva das vendas de gomas de mascar deixa o setor de insumos e máquinas com as barbas de molho. A demanda ainda pulsante no segmento privilegia linhas mais elaboradas, de maior valor na forma e apresentação e tecnologicamente mais sofisticadas. Mas para viabilizar essa oferta mais premium é preciso empregar matérias-primas de alta qualidade, em geral importadas, e linhas de fabricação atualizadas, também trazidas de fora do país. Com investimentos praticamente parados por conta da crise político econômica, a indústria deixa escapar a oportunidade de suprir os nichos mais atraentes e expandir a oferta e o consumo no segmento. “Na crise financeira internacional, sete anos atrás, o filão de gomas de mascar registrou um ganho, com a desvalorização da moeda e aumento das exportações. Mas na atual, os embarques não crescem, mesmo com o câmbio favorável, forçando uma freada na produção”, analisa Juliano Benassi, consultor de mercado, especializado no reduto de matéria-prima para gomas de mascar. Monitoramento da Euromonitor International confirma que o consumo de gomas de mascar na ponta do varejo despencou de 58 mil toneladas (t) em 2010 para 47,4 mil t no ano passado, cravando queda de 22,5% no período. Já em valores, o giro avançou de R$ 3,352 bilhões para R$ 4,237 bilhões, registrando salto de 26% no mesmo período. Pelas projeções da consultoria, as vendas de gomas de mascar devem cair para 46,6 mil t até 2020, enquanto a receita deve avançar para R$ 4,738 bilhões (ver

 

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