A grande correção

Thomas Hartmann
Thomas Hartmann A grande correção para baixo dos preços do cacau – há muito tempo esperada por alguns e temida por outros – finalmente aconteceu. Dentro de apenas 40 dias de operação, a cotação do mês mais negociado na Bolsa de Nova York despencou US$ 656, pulverizando ganhos que haviam sido construídos durante mais de oito meses. A queda se processou em condições de movimento intenso. Durante o mês de janeiro, a bolsa americana negociou um total de 938.394 contratos, cujo equivalente de cacau em grão corresponde a cerca de 2¼ safras mundiais. O detalhe que merece mais destaque é que não houve qualquer novo elemento de maior relevância para justificar o desmoronamento dos preços. A motivação principal parece ter sido de natureza macroeconômica, acompanhando uma fuga generalizada dos investidores de mercados de ativos de risco ao redor do globo, além – é claro – da posição já defendida há tempos pelo campo dos consumidores de que o preço do cacau estava supervalorizado. O principal evento no campo fundamental foi a publicação das moagens do quarto trimestre dos principais mercados consumidores, que apresentou um quadro misto. As moagens europeias aumentaram 6,0% para 342.442 toneladas (t) no trimestre e 1,7% para 1.342.187 t no ano, impulsionadas pelo forte desempenho da Alemanha. A Ásia, cujas moagens eram esperadas em baixa, surpreendeu com um aumento de 14,0% para 161.227 t, embora o ano ainda apresentasse uma queda de 3,9% para 597.452 t. A América do Norte sofreu uma redução de 3,3% no trimestre

 

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